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Porquê a sua mente mente: 8 pontos



POR EDITOR SPM-BE |





Porquê a sua mente mente: 8 pontos

Os computadores podem analisar informações de forma imparcial, incansáveis e precisos, mas o mesmo não pode ser dito sobre os seres humanos. Estamos longe de ser perfeitos quando se trata de recolher informações sobre os outros e a fazer julgamentos sobre eles. Na realidade, é mais provável que seja mais a regra do que a excepção - os nossos julgamentos sobre os outros são imperfeitos. Afinal de contas, não somos exactamente imparciais nos julgamentos que fazemos. Os investigadores observaram que há vários erros que interferem na realização dos julgamentos precisos dos outros. Estes reflectem desvios sistemáticos nas maneiras de pensar sobre os outros em geral. Colectivamente, estas distorções  são referidas como distorções perceptivas. Conheça-as e aprenda a minimizá-las ou a aumentá-las nos outros!

1. Erro de atribuição fundamental
As pessoas não são igualmente predispostos a atingir julgamentos sobre causalidade interna e externa. Em vez disso, elas são mais propensas a explicar as acções dos outros em termos de causas internas ao invés de causas externas. Noutras palavras, estamos propensos a assumir que o comportamento dos outros é devido à forma como eles são, seus traços e disposições (por exemplo, "ela é apenas esse tipo de pessoa"). Assim, por exemplo, são mais somos mais propensos a assumir que alguém que chega ao trabalho tarde faz isso porque é preguiçoso e não porque ela ficou presa no trânsito. Esse enviesamento de percepção é tão forte que tem sido referido como o erro de atribuição fundamental.
Esta distorção particular decorre do facto de que é muito mais simples explicar algumas acções em termos das suas características do que reconhecer o padrão complexo de factores conjunturais que possam ter afectado as suas acções. Como pode imaginar, esta tendência pode ser bastante danosa. Especificamente, ela leva-nos a assumir prematuramente que as pessoas são responsáveis pelas coisas negativas que acontecem com elas (por exemplo, "ela destruiu o carro da empresa porque é descuidada"), sem considerar alternativas externas, aquelas que podem ser mais suaves (por exemplo, "um outro motorista foi o responsável pelo acidente"). Esta tendência leva a julgamentos imprecisos.

2. O Efeito Halo: Manter Percepções Consistentes
Alguma vez já ouviu alguém dizer algo como: "Ela é muito inteligente, então também deve ser trabalhadora "?Ou: "Ele não é muito inteligente, então  acho que ele é preguiçoso"? Se assim for, então já está consciente de uma distorção da percepção comum conhecido como "efeito Halo". Assim que formamos uma impressão positiva de uma pessoa tendemos a ver as coisas que ela faz em termos favoráveis, mesmo sobre aquilo que não temos conhecimento. Do mesmo modo, uma impressão geralmente negativa de alguém é susceptível de ser associada com avaliações negativas dos comportamentos da pessoa. Ambas estas tendências são referidas como efeitos de halo (mesmo o caso negativo, apesar da palavra "halo" ter conotações positivas).

3. O Efeito Semelhança-Proximidade (Se tu és como eu, então deves ser bom/mau)
Outro tipo comum de viés perceptual envolve a tendência das pessoas perceber mais favoravelmente os outros que semelhantes a elas do que aquelas que são diferentes. Essa tendência, conhecida como efeito “semelhança-proximidade”, constitui uma fonte potencial de distorção quando se trata de compreender e fazer atribuições das outras pessoas. De facto, a investigação demonstrou que os superiores hierárquicos classificam o desempenho dos seus subordinados mais alto se estes forem mais semelhantes a si, quanto maior semelhança maior a classificação que o superior tende a dar. Este efeito parece ser, em parte, o resultado da tendência das pessoas serem capazes de criar empatia e relacionarem-se melhor com outros semelhantes e para ser mais positivos em relação a eles. No entanto, parece também que os subordinados tendem a confiar mais em supervisores que eles percebem como semelhantes a si mesmos do que aqueles vistos como dissimilares

4. As Expectativas
A expectativa dos estímulos influenciam a nossa percepção e podem distorcer a nossa avaliação.
Tipos de expectativas:
Profecia Auto-Realizada;
Percepção Selectiva (ignorar algum aspecto e lembrar outro);
Defesa Perceptiva (moldar uma pessoa/situação a uma crença, percepção nossa).

4.1 Profecias “auto-realizadas”: o "efeito Pigmalião e o efeito Golem"
Dito de outro modo, a percepção pode influenciar a realidade! Esta é a ideia subjacente ao que é
conhecida como “profecia auto-realizada”, a tendência das nossas expectativas da realidade – mesmo estando erradas – pelo nosso comportamento, acabamos por as tornar verdadeiras. Um exemplo, é moldar o comportamento de alguém para se comporte de uma maneira consistente com essas expectativas.
As profecias “auto-realizáveis” podem assumir formas positivas e negativas. No caso positivo, mantendo altas expectativas do outro tendemos a perceber a pessoa de forma mais positiva. Isto é conhecido como o "efeito Pigmalião".
Os investigadores também descobriram que a "profecia auto-realizada" opera no sentido negativo, ou seja, baixas expectativas de sucesso levam a um desempenho menor. Isto é conhecido como o “efeito Golem”. é um efeito importante em contextos organizacionais e educativos.

4.2 Percepção Selectiva: Focando em algumas estímulos enquanto se ignora outros
Outra distorção perceptiva, conhecida como percepção selectiva, refere-se à tendência para os indivíduos se concentrarem em certos aspectos do seu ambiente, ignorando outros. Na medida em que operamos em ambientes complexos em que há muitos estímulos que exigem a nossa atenção, faz sentido sermos selectivos, estreitando os nossos campos perceptivos. Trata-se de um enviesamento na medida em que limita a nossa atenção a alguns estímulos, enquanto aumenta a nossa atenção a outros estímulos.

4.3. Erro das Primeiras impressões: Confirmando expectativas
Muitas vezes, a nossa forma de julgar alguém não se baseia apenas em quão boa a pessoa é ou desempenha no momento, mas sim nos nossos juízos iniciais acerca dessa pessoa, isto é, nas nossas primeiras impressões. Na medida em que as nossas impressões iniciais guiarem as nossas impressões subsequentes, seremos vítimas do erro das primeiras impressões.

5. Estereótipos: Colocando Pessoas em Categorias
O que vem à sua mente quando pensa sobre as pessoas que usam óculos? Elas são estudiosos?
Intelectuais? Embora não haja evidência de tal conexão, é interessante notar que para muitas pessoas esta imagem permanece nas suas mentes. Claro, isto é apenas um exemplo.
Provavelmente já teve a oportunidade de pensar em muitas outras crenças comuns sobre as características de pessoas pertencentes a grupos específicos. Tais declarações geralmente tomam a forma: "As pessoas de grupo X possuem Y característica”. Na maioria dos casos, as características descritas tendem a ser negativas. Hipóteses desse tipo são denominadas de estereótipos, crenças que os membros dos grupos específicos tendem a compartilhar características e comportamentos semelhantes. Felizmente, a maioria de nós aceitamos que os estereótipos que usamos são, pelo menos, parcialmente imprecisos.

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