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Em busca da felicidade: onde reside no cérebro?



POR EDITOR SPM-BE |





Em busca da felicidade: onde reside no cérebro?

Uma equipa de investigadores da Universidade de Kyoto (Japão) conseguiu mapear a fonte da felicidade no cérebro através do uso de exames de ressonância magnética e de um questionário de felicidade. O estudo revelou uma correlação positiva entre a matéria cinzenta numa zona do cérebro, conhecida como pré-cúneo, e se a pessoa se descreve ou não como feliz. A maior massa cinzenta nessa zona cerebral parece estar associada uma maior felicidade. Esta descoberta abre caminho em direção a uma forma de avaliar objetivamente a felicidade e também salienta que exercícios como a meditação podem aumentar o bem-estar.




O que é a Felicidade?

A procura da felicidade tem marcado e continua a marcar a história da humanidade. Apesar do seu estudo científico ser relativamente recente, a felicidade como tema de reflexão filosófica remonta até à antiga Na Psicologia, Grécia. Ryan e Deci (2001) referem que podem ser considerados dois eixos estruturantes em torno dos quais se tem realizado o estudo da felicidade. Um eixo composto pela Eudaimonia e um segundo pela Hedonia.

Eudaimonia

O Bem-Estar Eudemónico tem origem em Aristóteles e salienta a experiência de crescimento pessoal e a excelência de carácter, a ética, sendo a felicidade considerada como consequência da realização do verdadeiro potencial de cada um (Haybron, 2000).

Hedonia

Contrastando com a perspectiva anterior, a perspectiva Hedónica foi desenvolvida também há milhares de anos atrás e foca o sentimento subjectivo do bem-estar ou de prazer. De uma forma geral, o Hedonismo é a filosofia do prazer, a ideia de que o prazer é bom e a dor é negativa. Tem como protagonistas Aristipo (435–366 BCE) e Epicuro (342–270 BCE). Aristipo, rompendo com a tradição socrática, defendeu que o prazer sensorial era melhor do que qualquer outro, pois é mais intenso. Ao contrário de Aristipo, Epicuro preferia os prazeres de longo termo em detrimento dos prazeres imediatos, valorizando os prazeres psicológicos e dando mais atenção aos prazeres do descanso. Ele valorizou especialmente a Ataraxia, que era uma forma de alcançar a tranquilidade emocional e a felicidade através da diminuição da intensidade das paixões e dos desejos.


O Estudo

Num estudo recente, publicado na revista científica Scientific Reports, do grupo da revista Nature, neurologistas japoneses afirmam ter encontrado a sede da Felicidade no cérebro.



No estudo, Wataru Sato e o seu grupo de investigadores, reuniram um grupo de voluntários e compararam imagens de ressonância magnética do cérebro dessas pessoas com um questionário sobre o estado emocional e de satisfação com a vida de cada uma. Cruzando essas informações eles concluíram que a felicidade acontece quando as emoções positivas se combinam com uma sensação de satisfação pessoal numa área do cérebro conhecida como pré-cúneo, uma região no lóbulo parietal medial, que está relacionada com a memória episódica, a autorreflexão e a consciência.

Substrato neurológico da felicidade

A equipa de investigadores acredita que existe uma possível base neurológica da felicidade no pré-cúneo. Podemos sentir as emoções de forma diferente, mas deve haver uma base neurológica subjacente à experiência subjetiva de ser "feliz". Compreender esse mecanismo, de acordo com Sato, vai ser um grande avanço na quantificação dos níveis de felicidade objetiva.

Além disso, a mesma região mostrou uma associação com os níveis combinados entre a intensidade emocional (positiva e negativa) e o significado da vida. Estes resultados sugerem que o pré-cúneo medeia a felicidade subjetiva, integrando informação emocional e cognitiva.


Implicações para intervenções futuras


A descoberta de que a felicidade subjetiva está associada à estrutura do pré-cuneo tem várias implicações interessantes para os neurocientistas e psicólogos. Porque o pré-cúneo recebe projeções generalizadas de regiões corticais e subcorticais, será interessante investigar a dinâmica da rede neuronal (por exemplo, o pareamento pré-cúneo/amígdala) para aumentar a felicidade subjetiva. Construtos complexos como a felicidade raramente envolvem apenas uma região do cérebro.

Uma vez que os estudos estruturais/funcionais de neuroimagem anteriores indicam que o pré-cúneo está envolvido em vários outros construtos psicológicos, como a depressão, a auto-consciência, e a criatividade, pode haver conexões entre estes e a felicidade subjetiva.

Como alguns estudos de neuroimagem estrutural têm demonstrado que a Meditação aumenta o volume de matéria cinzenta no pré-cúneo, pode ser possível desenvolver programas de treino, baseados na evidência, focados na prática de Meditação e na análise da estrutura do pré-cúneo para se estudar a felicidade subjetiva.
acrescenta ainda Sato.


Referências bibliográfica:

- Haybron, D.M. (2000). Two Philosophical Problems in the Study of Happiness. Journal of Happiness Studies, Volume 1, Issue 2, 207 - 225.


-Ryan, R. M. & Deci, E. L. (2001). On happiness and human potentials: a review of research on hedonic and eudaimonic well-being. Annu. Rev. Psychol., 52, 141-166.

- Wataru Sato, Takanori Kochiyama, Shota Uono, Yasutaka Kubota, Reiko Sawada, Sayaka Yoshimura, Motomi Toichi (2015). The structural neural substrate of subjective happiness. Sci. Rep. 5, 16891; doi: 10.1038/srep16891.



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Em busca da felicidade: onde reside no cérebro? Reviewed by Mindfulness Institute on 01:32 Rating: 5






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